Sábado 26 de março de 2016, nesse momento estou deitado no quarto que era da minha mãe, com uma certa tristeza por me sentir vivendo em um fracasso. Depois de ontem discutir com minha irmã, por uma série de questões relacionadas a quem ela é, quem ela quer ser e quer ela se tornará. Hoje o clima de desconforto é com minha mãe e com meu pai. Apesar da convivência estar tranquila e eles não acharem que há esse desconforto, eu fico satisfeito por eles estarem indo daqui a pouco para o rancho e me deixarem sozinho em casa.
Minha mãe comprou várias coisas completamente desnecessárias, se já não bastasse estar devendo na loja, ela inda compra produtos que não precisamos. Isso me frustra muito pois os sonhos que tenho para viver com eles ficam apenas em minha responsabilidade. Eu gostaria de poder fazer viagens com minha família. gostaria de poder ter uma casa bastante aconchegante, um equilíbrio financeiro, mas nada disso é possível pois eles são muito descontrolados. Eu fico me sentindo mal pois os sonhos que tenho para viver com eles, não serão vividos, ou para que sejam vividos terei que abrir mão de planos individuais. E é exatamente por isso que o drama fica ainda maior, pois não acho que seja justo, eu abrir mão dos meus planos e sonhos para realizar sonhos deles, se eles não abrem mão das vontades deles para realizar os sonhos da família.
Tudo é muito claro, é muito evidente, e eu não deveria sofrer por não poder realizar para eles coisas que eu gostaria que eles vivessem, eu entendo que a vida é feita de escolhas e que eles estão fazendo as escolhas deles, que não conseguem mudar, e que muito menos não querem mudar.
Minha família continuará contraindo dívidas, chegará ao ponto de não conseguir administrá-las e eu terei que socorre-los, deixando de realizar meus planos e sonhos para assumir a irresponsabilidade deles.
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Minha mãe me chamou, ganhei 50 reais de páscoa....
Preciso focar nos meus planos... só conseguirei atingir meus objetivos por mim mesmo, ou com pouquíssima ajuda, afinal, todos estão sempre mais preocupados com as suas vidas, seus objetivos.
Blossom Russo
Como eu posso expressar uma coisa que não entendo?
sábado, 26 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Problemas imaginários
Há muito quero escrever, na verdade há muito tento escrever. Em vários outros momentos até mesmo comecei porém, nunca dei continuidade. Da mesma forma que para Freud "falar alivia a angústia" para mim, escrever ajuda no encaixar das idéias, no organizar dos pensamentos...
Para mim tudo está tão confuso e perdido que nem mesmo sei por onde começar, são tantas coisa, tantas idéias, tantos fatos que é muito difícil conseguir estruturar minha mente, pensar com clareza e conseguir seguir uma linear de raciocínio.
Ando muito confuso com minha vida, tantos desejos, tantos sonhos, tantos planos, tantas possibilidades, tantos momentos em que não faço nada para atingir o que desejo... Não sei se tranco ou não a faculdade, não se gostaria de seguir morando em Araguari ou não, se conseguiria fazer as reformas na casa ou construiria uma para mim, se moraria sozinho ou com minha família, se gostaria de seguir morando no Brasil ou não, ou em qual país moraria, com o que trabalharia.
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Nesse momento parei de escrever, abri um arquivo de Excell e comecei a montar um fluxograma com meus desconfortos. A questão da faculdade e as suas possibilidades; trancar, não trancar ou abandonar o semestre. Quando fui escrever a respeito dos meus outros desconfortos, me dei conta de que essas são situações que não são reais, pois não as estou vivendo agora. Eu não tenho condições de decidir se quero seguir ou não morando em Araguari, pois nesse momento não tenho outra possibilidade que não seja morar em Araguari, por várias questões inclusive, não ter formação, não ter dinheiro, não dever largar minha família nesse momento, ainda não ter operado... Se esses são problemas que não estou vivendo nesse momento, eu não deveria sofrer por eles, pois eles na verdade não existem, eu que os estou criando e os alimentando.
O desafio agora é não alimentá-los e fazer com que essas questões deixem de me perturbar.
O desafio agora é não alimentá-los e fazer com que essas questões deixem de me perturbar.
Gosto de escrever exatamente por isso, podemos ir esclarecendo nossas idéias e consequentemente nos sentindo melhor e conseguindo nos equilibrar.
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